Comunicação Social do MPPR

Consumidor

22/06/2010

Reajuste solicitado pela Copel é de 2,4%

O reajuste médio solicitado pela estatal é de 2,39%, conforme relatório publicado pela agência na semana passada. Até então, o único documento público sobre o assunto – uma planilha da Copel incluída meses atrás no site da Aneel – propunha uma alta menor, de 1,06%.

Um ano atrás, a empresa teve direito a um aumento médio de 13%. Por ordem do então governador Roberto Requião, a Copel passou a dar desconto aos consumidores com contas em dia, anulando o efeito do reajuste. Com o objetivo declarado de fazer frente aos efeitos da crise internacional, a medida agradou aos consumidores, mas, por limitar lucros e dividendos da companhia, incomodou acionistas minoritários.

O índice definido hoje pela Aneel, no entanto, será aplicado sobre a “tarifa cheia” – ou seja, sobre o valor sem desconto, atualmente cobrado apenas dos consumidores que pagam suas contas de luz com atraso.

Outra decisão marcada para hoje pode complicar um pouco mais a matemática da tarifa. A Aneel vai avaliar um pedido de reconsideração da Copel, referente à revisão tarifária de 2008 – quando a agência determinou uma queda de 7,49% no período 2008-2009. Se a agência alterar tal índice, mudará, provavelmente para cima, a base de cálculo da tarifa a ser aplicada depois de amanhã.

Independentemente de todos esses fatores, a direção da Copel já avisou que a definição sobre o quanto será realmente repassado ou não aos consumidores vai partir do governo estadual, agora comandado por Orlando Pessuti.

Histórico
Das 24 distribuidoras avaliadas pela Aneel desde o início do ano, 13 tiveram direito a reajustes, uma teve de manter a tarifa e as outras dez foram obrigadas a reduzi-la. Deste último grupo fazem parte duas das principais distribuidoras do país, a paulista CPFL e a mineira Cemig, que tiveram de baixar os valores cobrados dos consumidores em 5,7% e 1,5%, respectivamente.

Interior
Hoje também saem as novas tarifas de duas pequenas distribuidoras do Paraná. A Companhia Campolarguense de Energia (Cocel), de Campo Largo, na Grande Curitiba, quer aumento de 12,46% – no ano passado, a empresa teve direito a 10,79%. A Companhia Força e Luz do Oeste (CFLO), de Guarapuava (Centro-Sul), que em 2009 foi autorizada a elevar sua tarifa em 6,99%, pede agora uma alta de 4,54%.

Fonte: Gazeta do Povo, 22/06/2010.
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