Comunicação Social do MPPR

Consumidor

31/05/2011

Operação flagra lixo e até tanque clandestino em posto

A ação contra possíveis irregularidades em postos de combustíveis teve mais um capítulo ontem em Londrina. A operação Bomba Limpa - uma ação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Procon, Receita Estadual e Promotoria de Defesa do Consumidor - visitou cinco estabelecimentos da cidade para verificar problemas relacionados a diversas esferas, como notas fiscais, vazão das bombas, qualidade do combustível e até questões ambientais. Os órgãos tiveram o auxílio técnico do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), do Comitê Sul Brasileiro de Qualidade dos Combustíveis e Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O saldo do Bomba Limpa foi a prisão de um empresário em flagrante - que teve o posto interditado pelo Procon - e autuação de outros dois estabelecimentos.

Esta é a segunda fase da operação, que teve sua primeira movimentação no dia 29 de abril. O caso mais grave desta vez foi verificado no Posto Birigui, na Avenida Tiradentes, onde foram constatadas irregularidades com notas fiscais, três ''bombas baixas'' (a vazão era 1% menor do que o consumidor estava comprando), excesso de lixo e até um tanque clandestino nas suas dependências. ''O estabelecimento foi interditado até que as irregularidades sejam resolvidas. Existe inclusive, um indício de dumping neste posto (venda de combustíveis a preços praticamente iguais aos que estavam nas notas fiscais), prejudicando a concorrência'', explicou o promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogayar.

Em relação a irregularidade de ''bomba baixa'', em duas bombas o consumidor estava recebendo 180 ml a menos a cada 20 litros de gasolina e, no outro caso, 200 ml a menos de etanol. ''Estava muito acima da tolerância permitida pelo Ipem, que é de 0,5%. Parece pouco, mas quando pensamos na grande quantidade que o posto vendia, o valor é bem significativo'', comentou Jair Ciquini, gerente do Ipem da cidade.

O posto estava no nome do empresário Luis Jorge Bolognese Filho. Ele foi detido e liberado depois de pagar fiança de R$ 4 mil. O rapaz é filho de Luis Bolognese, que também tem passagem pela polícia devido à irregularidades com comércio de combustível. Na Operação Predador, deflagrada em 16 de março sobre preços de combsutíveis, o nome de Bolognese Filho estava entre os envolvidos.

Já as multas consideradas mais leves aconteceram no posto Jardins (próximo a avenida Santos Dumont) - e no Londrinão (localizado na Duque de Caxias). Ambos apresentaram produtos vencidos nas lojas de conveniência e, somente no caso do Jardins, havia problemas na identificação correta à respeito de qual distribuidora o combustível era comprado, já que o estabelecimento é de bandeira branca. ''Nosso objetivo é manter o mercado de combustíveis da cidade com bom nível de qualidade. Os problemas que encontramos hoje (ontem) são muito sérios e precisam ser sanados. Também queremos evitar compras por baixo do pano'', ressaltou Sogayar.

De acordo com os representantes das entidades envolvidas, estas operações continuarão na cidade, sempre de surpresa, sem divulgação prévia. ''Estamos fiscalizando situações que prejudicam o consumidor diretamente'', completou Carlos Neves Junior, coordenador do Procon em Londrina.

Fonte: Victor Lopes, Folha de Londrina, em 28/05/2011.

Recomendar esta notícia via e-mail:
Captcha Image Carregar outra imagem