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Consumidor

08/12/2014

Operação prende 23 suspeitos de falsificar agrotóxicos, diz polícia

A Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) prenderam ao menos 23 pessoas até o final da manhã desta sexta-feira (5) em Ribeirão Preto (SP) e em Franca (SP). A ação faz parte de uma operação intitulada Lavoura Limpa, que busca integrantes de uma quadrilha responsável por falsificar e comercializar defensivos agrícolas na região. Cerca de 200 policiais civis participam da operação, que acontece em Ribeirão, Franca e Sertãozinho (SP). Veículos supostamente utilizados nos crimes, rótulos e embalagens também foram apreendidos.
De acordo com o delegado Leopoldo Novaes, que chefia as investigações, a polícia e o Ministério Público devem cumprir até a manhã de sábado (6) cerca de 100 ordens judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão. Em quatro meses de investigação, a Polícia Civil constatou que o grupo preparava e vendia os produtos falsificados. "As pessoas que estão sendo presas gerenciam uma organização criminosa destinada à produção, preparação e revenda dos agrotóxicos no Norte de São Paulo e no Sul de Minas Gerais (SP). Dali, os produtos eram distribuídos para outros estados", afirma.
Em Franca, os mandados foram cumpridos principalmente em condomínios de luxo, local onde os supostos chefes da quadrilha vivem. Entre a madrugada a o final da manhã desta sexta, 20 pessoas foram presas na cidade, dentre elas o possível chefe do grupo. Assim que a polícia arrombou o portão da casa do suspeito, o homem fugiu, mas foi encontrado duas horas depois em um poço de quase dez metros de profundidade.
O dono de uma garagem de veículos, suspeito de integrar a quadrilha, também foi preso. No estabelecimento, a polícia apreendeu todos os carros que estavam à venda.
No total, mais de 50 veículos, entre caminhões, carros importados, caminhonetes, lanchas e jet skis foram apreendidos em Franca. Foi preciso interditar dois quarteirões de uma rua para posicionar os veículos. Em um galpão no Jardim Tropical, que funcionava como laboratório para a produção dos agrotóxicos, a polícia encontrou milhares de galões vazios e rótulos falsificados.
Já em Ribeirão Preto, três suspeitos de intregar a quadrilha foram presos. Um deles, supostamente responsável pela falsificação dos rótulos dos produtos, foi encontrado em um prédio no bairro Santa Cruz. O pai do suspeito, também apontado como integrante do grupo, foi detido em uma gráfica de propriedade da família, no bairro Vila Carvalho. No local, a polícia ainda apreendeu caixas com os rótulos falsificados.
No bairro Tanquinho, um funcionário de uma empresa de embalagens foi detido. No local, os policiais encontraram galões vazios que seriam utilizados para envasar os defensivos agrícolas. Todos os objetos apreendidos foram levados para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
Fonte: G1.com.br
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