Comunicação Social do MPPR

Meio Ambiente

11/03/2014

Uma lição sobre sustentabilidade.

O ano letivo de 2014 começou com uma novidade para os alunos das escolas do Paraná. A partir de agora, a educação ambiental faz parte oficialmente do projeto pedagógico das instituições, sejam públicas ou particulares. Temas como meio ambiente e sustentabilidade, que já eram abordados pelos professores de maneira espontânea, passam a ter uma orientação formal, com base no decreto assinado pelo governador Beto Richa no fim de janeiro. Ele vale tanto para a educação formal nas escolas quanto para ações de preservação fora do ambiente escolar.

A composição do órgão gestor, que coordenará as ações da Política Estadual de Meio Ambiente, e da comissão responsável por desenvolver e acompanhar a implantação dessas ações será definida amanhã. A normativa atende à Política Nacional de Educação Ambiental, de 1999. Conforme determina a Política Nacional, a educação ambiental não será uma disciplina específica, mas sim um conteúdo extra que pode ser ensinado nas aulas de Ciências, Geografia, entre outras. Conteúdo Bacia hidrográfica será ponto de partida para as aulas De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, o ensino de educação ambiental tomará como ponto de partida a bacia hidrográfica mais próxima. Assim, os alunos vão aprender as características dos arroios de sua cidade e a cuidar desses espaços. O objetivo, segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, é despertar o sentimento de pertencimento nos estudantes. 
A chefe do Núcleo Regional de Educação em Ponta Grossa, Maria Izabel Vieira, explica que o decreto regulamentou uma deliberação do Conselho Estadual de Educação, aprovada em 2013. 

A aplicação deve ocorrer em escolas públicas e particulares, da educação infantil ao ensino médio, incluindo a educação de jovens e adultos. As diferenças de abordagem da temática ambiental nas diversas séries serão definidas em cada escola dentro do projeto pedagógico. Até então, somente o Paraná e São Paulo não tinham uma comissão para monitorar a Política Estadual de Educação Ambiental. Além de acompanhar o desenrolar dos programas e ações de educação ambiental no estado, a comissão pode estimular a criação de comissões municipais e regionais. Para o diretor do departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Nilo Diniz, além do trabalho governamental, os gestores das escolas podem aproveitar o conceito de educação ambiental para desenvolver e estimular os alunos e a comunidade a manter ações sustentáveis. “A escola pode pensar numa gestão democrática e em como tornar o espaço mais sustentável”, explica, citando o aproveitamento da água da chuva e a energia solar como exemplos.

É o caso da escola Desafio, da rede privada de Ponta Grossa. Ali, os alunos a partir dos três anos de idade participam do projeto Bichinhos de Jardim. Eles passeiam pelo jardim da escola para aprender quais são os insetos e aves que convivem no pátio. A coordenadora pedagógica da escola, Andréia Schigemori, diz que em todas as etapas o meio ambiente está em evidência. A gestão da escola também tem o foco na preservação. “Não usamos copos descartáveis, e os resíduos dos alimentos são destinados para compostagem”, conta.

Em uma aula com conteúdo de educação ambiental, os alunos do 4.º ano do ensino fundamental aprendem o que é preciso para uma planta sobreviver: água, sais minerais, luz solar e cuidado. “Não podemos arrancar a folha porque machuca a árvore”, diz uma das alunas que coletou folhas caídas no pátio para fazer um cartaz sobre as partes da planta.

Energia solar

O uso da energia solar foi o tema de um trabalho desenvolvido ano passado pelos alunos do 9.º ano do ensino fundamental do Colégio Arthur Costa e Silva, da rede pública, em Ivaí, nos Campos Gerais. Os estudantes fizeram uma maquete da escola e projetaram a captação da luz solar para gerar energia. “Muitos alunos não imaginavam que o sol poderia gerar energia, eles ficaram muito animados”, conta a professora Taciane de Cristo.
Para ministrar o novo conteúdo, no entanto, é preciso estar capacitado. A assessora da Secretaria Educacional da APP-Sindicato, Juliana Costa Barbosa, avalia que a educação ambiental deve estar na grade curricular dos cursos de licenciatura e que o poder público deve oferecer formação continuada aos docentes.
“Fiz Pedagogia e cursei educação ambiental como disciplina optativa porque ela não estava entre as obrigatórias, isso deve ganhar uma nova abordagem com o decreto.”

Fonte: Gazeta do Povo.

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