Londrina- estratégias para superar dificuldades.

Data 12/03/2014 | Assunto: Meio Ambiente

Depois de 40 dias de contrato firmado com a CMTU, serviços das cooperativas de coleta de recicláveis começam a engrenar.


Londrina – Quarenta dias após as cinco cooperativas de reciclagem fecharem contrato com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), os serviços começam a entrar na normalidade em Londrina. Superando dificuldades, as cooperativas traçam estratégias diferentes para conseguirem sobreviver. Os desafios são grandes: o alto custo dos sacos verdes, gasolina para os caminhões e até mesmo a presença de lixo hospitalar entre os materiais mal separados. Aumentar o volume de recicláveis é o maior desafio para as cooperativas. Isto porque, no mês passado, ficou definido que o repasse municipal seria apenas por produtividade (R$ 420 por tonelada coletada), diferente do sistema anterior, com vários subsídios. Para coletar mais, duas cooperativas já fazem a entrega dos sacos verdes: a Cooper Mudança, que faz a distribuição gratuita, e a Coocepeve, que pede R$ 1 por mês em troca de quatro unidades do saco. Desde que a CMTU interrompeu a distribuição dos sacos verdes à população por falta de recursos - investimento mensal de R$ 100 mil - cerca de 30% de todo material reciclável foram parar nos aterros. A primeira a assumir o distribuição foi a Cooper Mudança. Segundo a presidente da cooperativa, Adriana Fernandes da Cruz Alves, a compra de sacaria não é considerado um gasto, mas investimento. "Melhorou muito a produtividade, então, se colocar na balança, compensa", destacou. 

O recolhimento de móveis e eletrodomésticos da linha branca também contribuiu para o caixa e a estruturação dos próprios cooperados. O casal Wanderlei e Helena Aparecida Isidório mora nos fundos do barracão da cooperativa, na Avenida Celso Garcia Cid (zona leste). Todos os móveis da casa foram doados pela população. "Estamos muito contentes e esperançosos aqui", disse Helena. Aquilo que não é aproveitado pelos cooperados é vendido para engordar o caixa. "Aproveitamos tudo. As doações estão transformando muitas vidas", enfatizou. Tempo A Coocepeve também chegou a fornecer os sacos verdes na penúltima semana, apenas para teste. O resultado foi positivo. "A diferença foi muito grande. Na semana anterior, ficamos até as 22 horas nas ruas recolhendo, enquanto que com os sacos terminamos as 17 horas. Sobra tempo para a seleção, que é onde o cooperado tira o sustento", explicou a presidente Sandra Araújo. Sem condições de bancar o custo total dos sacos, ela pede contribuição dos moradores. "A aceitação está sendo boa, mas claro que alguns dizem que é responsabilidade da prefeitura e não colaboram. Compreendemos", relatou. Dos 23 mil domicílios atendidos pela Coocepeve, 30% já contribuíram. A Cooper Oeste também estuda adotar a medida. Segundo o
cooperado Éderson Rogério Brasil, o assunto será debatido em uma reunião no começo da semana que vem. 

"É uma saída que pode dar certo, mas primeiro vamos ouvir todo mundo", adiantou. As doações não agradaram a CMTU. O órgão informou que a prática não é ilegal, portanto não pode ser proibida, mas que não será incentivada pelo Município. Com a maior arrecadação de recicláveis da cidade, a Cooper Região não pensa em adotar os sacos verdes. Segundo o presidente Zaqueo Vieira, os altos custos não compensam. "Não tivemos uma queda muito grande no volume. Trabalhamos a conscientização com os moradores e está funcionando, mesmo com sacolas plásticas e caixas de papelão", disse. Incêndio Na Cooperrefum, as dificuldades são maiores. Os cooperados ainda se recuperam de um incêndio que na madrugada de 21 de janeiro destruiu o barracão com grande volume de recicláveis no Conjunto Aquiles Sthengel (zona norte). O prejuízo foi calculado em R$ 30 mil. A presidente Selma Maria de Jesus Gonçalves admitiu que não tem dinheiro em caixa para pagar o prejuízo nem para pagar o aluguel do novo barracão alugado, no Parque das Indústrias Leves. "Continuamos trabalhando, mas não sabemos até quando. Falta apoio", reclamou.






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