Inaugurada casa de passagem para indígenas em Curitiba

Data 13/01/2015 | Assunto: Direitos Humanos

.Foi inaugurada, a Casa de Passagem do Indígena em Curitiba. O espaço é destinado ao acolhimento de famílias, com crianças e adolescentes, que se encontravam em situação de rua e que vieram à capital paranaense para venda de artesanato. Curitiba passa a ser a primeira capital brasileira com espaço para acolhimento de indígenas. 

A iniciativa é resultado da intervenção do Ministério Público do Paraná, por meio da 3ª Promotoria de Justiça da Vara de Infância e Juventude de Curitiba e do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Direitos Humanos, com a participação de diversos órgãos públicos.
O espaço foi cedido pela Prefeitura de Curitiba e funciona na unidade da FAS Amigo Curitibano, na Praça Plínio Tourinho, no Jardim Botânico. O Governo do Estado ficou responsável pela mobília, utensílios domésticos e pela manutenção predial, e o serviço será coordenado pela Fundação Nacional do Índio (Funai).
Durante a permanência das famílias no local, a Secretaria Municipal de Saúde irá atuar na prevenção e na saúde da mulher indígena, na vacinação e saúde das crianças e na prevenção ao consumo de álcool e drogas. Além disso, a Secretaria Estadual de Educação desenvolverá trabalho específico no atendimento das crianças e adolescentes.
O procurador de Justiça e coordenador do CAOP de Direitos Humanos, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, ressaltou, durante a inauguração da Casa, a importância da iniciativa. “Comemoramos a inauguração deste espaço que é dos indígenas, sujeitos de Direitos, agora acolhidos como cidadãos que são, para que possam estar acomodados com dignidade, ter um espaço para a prática de sua cultura e com políticas públicas adequadas para a venda de seu artesanato. Com a intervenção positiva de órgãos públicos da esfera Federal, Estadual e, principalmente, Municipal, Curitiba passa a tratar a população indígena que aqui se encontrar com dignidade e cidadania”, disse.
Para Sirianinha Ananias, índia da etnia Kaingang de Erechim (RS), o espaço foi muito comemorado. “Assim como temos muito a aprender, as pessoas também têm muito que aprender sobre os índios. Com respeito de todas as partes. Só queremos mostrar o nosso trabalho e depois voltar para os nossos parentes. Faço tudo pelas minhas filhas e antes, na rua, meu medo maior era que algo acontecesse com elas. Aqui, eu não tenho esse medo”, disse.

casa de passagem

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