PUBLICAÇÃO - Pesquisa do UNICEF analisa segurança online e desigualdades no acesso à internet

Data 26/03/2018 | Assunto: Criança e Adolescente


O relatório anual "Situação Mundial da Infância 2017" destaca a divisão digital e explora os debates atuais sobre o impacto da internet e das redes sociais sobre a segurança e o bem-estar de meninas e meninos.

Situação Mundial da Infância 2017 - Download - em inglês

Situação Mundial da Infância 2017
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A Situação Mundial da Infância

O relatório conclui ainda o seguinte:
• Os jovens (15-24) são a faixa etária mais conectada. Em todo o mundo, 71% estão online, em comparação com 48% da população total.
• Os jovens africanos são os menos conectados, com cerca de 3 em cada 5 jovens offline, em comparação com apenas 3 em cada 75 na Europa.
• Aproximadamente 56% de todos os sites têm conteúdos exclusivamente em inglês e muitas crianças não conseguem encontrar conteúdo que entendam ou que lhes seja culturalmente relevante.
• Mais de 9 em cada 10 URLs relativos a abuso sexual infantil identificados globalmente estão hospedados em cinco países - Canadá, França, Holanda, Federação Russa e Estados Unidos.

As crianças estão conectadas. Mas estarão protegidas?

60% dos jovens africanos não têm acesso à internet

Recomendações para ajudar à criação de políticas mais eficazes e de práticas empresariais mais responsáveis para benefício das crianças, das quais se distinguem:
• Proporcionar a todas as crianças acesso a recursos online de qualidade com valor acessível.
• Proteger as crianças dos perigos online - incluindo do abuso, da exploração, do tráfico, do cyberbullying e da exposição a conteúdos inadequados.
• Proteger a privacidade e a identidade das crianças online.
• Ensinar as crianças sobre literacia digital para as manter informadas, envolvidas e seguras online.
• Alavancar o poder do sector privado para a promoção de padrões e práticas éticas que protejam e beneficiem as crianças online.
• Colocar as crianças no centro da política digital.

Sem internet. Sem informação. Sem oportunidades?

Exploração. Tráfico. Bullying online. Abuso.

Apesar da presença online maciça de crianças e adolescentes - um em cada três usuários de internet em todo o mundo tem menos de 18 anos de idade -, muito pouco é feito para protegê-los dos perigos do mundo digital e para aumentar seu acesso a conteúdo online seguro, disse o UNICEF em seu principal relatório anual divulgado hoje.

Situação Mundial da Infância 2017: Crianças e adolescentes em um mundo digital (disponível somente em inglês) apresenta o primeiro olhar abrangente do UNICEF sobre as diferentes maneiras pelas quais a tecnologia digital está afetando a vida e as chances de meninas e meninos, identificando perigos e oportunidades. O relatório argumenta que governos e setor privado não acompanharam o ritmo da mudança, expondo crianças e adolescentes a novos riscos e danos e deixando para trás milhões de meninas e meninos mais desfavorecidos.

"Para o bem e para o mal, a tecnologia digital é agora um fato irreversível em nossa vida", disse o diretor executivo do UNICEF, Anthony Lake. "Em um mundo digital, nosso duplo desafio é como mitigar os danos maximizando os benefícios da internet para cada criança e cada adolescente".

No Brasil, o UNICEF desenvolveu campanhas e ferramentas para a proteção das crianças e dos adolescentes no ambiente digital.
Clique aqui para o download de fotos, vídeos e cópia do relatório (em inglês).

O relatório explora os benefícios que a tecnologia digital pode oferecer às crianças e aos adolescentes mais desfavorecidos, inclusive aqueles que crescem na pobreza ou são afetados por emergências humanitárias. Isso inclui aumentar seu acesso à informação, construir habilidades para o local de trabalho digital e dar-lhes uma plataforma para que se conectem e comuniquem seus pontos de vista.

No entanto, a publicação do UNICEF mostra que milhões de crianças e adolescentes estão sendo deixados para trás. Cerca de um terço dos jovens (entre 15 e 24 anos) em todo o mundo - 346 milhões - não está online, exacerbando as iniquidades e reduzindo a capacidade de meninas e meninos de participar em uma economia cada vez mais digital.

O relatório também examina como a internet aumenta a vulnerabilidade de crianças e adolescentes a riscos e danos, incluindo o uso indevido de suas informações privadas, o acesso a conteúdos prejudiciais e o cyberbullying. A presença onipresente de dispositivos móveis, segundo o relatório, fez o acesso online ser menos supervisionado para muitos meninos e meninas - e potencialmente mais perigoso.

E redes digitais como a internet obscura e as criptografias estão permitindo as piores formas de exploração e abuso, incluindo o tráfico e a distribuição online de pornografia infantil "feita sob encomenda".

Internet Sem Vacilo no Brasil

No Brasil, o relatório destaca a campanha Internet Sem Vacilo, que promoveu o comportamento online seguro entre adolescentes e abordou questões como cyberbullying, sexting e privacidade. Lançada em 2015, contou com a participação dos youtubers Jout Jout e Pyong Lee e atingiu quase 14,5 milhões de pessoas e gerou mais de um milhão de visualizações de redes sociais. A Safernet, parceiro da campanha, mantém uma central de atendimento por telefone e online para ajudar crianças, adolescentes e jovens afetados pela violência no ambiente digital. Os principais tópicos abordados pelo serviço em 2016 foram o cyberbulling, com 312 casos; sexting, 301 casos; e problemas com dados pessoais, 273 casos.

Proteja Brasil - Denúncias online

O Proteja Brasil é um aplicativo gratuito que permite a toda pessoa se engajar na proteção de crianças e adolescentes. É possível fazer denúncias direto pelo aplicativo, localizar os órgãos de proteção nas principais capitais e ainda se informar sobre as diferentes violações. Desde 2014, o aplicativo foi baixado mais de 190 mil vezes.

As denúncias são encaminhadas diretamente para o Disque 100, serviço de atendimento do governo federal. O aplicativo também recebe denúncias de locais sem acessibilidade, de crimes na internet e de violações relacionadas a outras populações em situação vulnerável.

Crianças e adolescentes na era digital

O relatório apresenta dados e análises atuais sobre a utilização da internet e de redes online por crianças e adolescentes e o impacto da tecnologia digital sobre o bem-estar de meninas e meninos, explorando debates crescentes sobre o "vício" digital e o possível efeito do tempo em frente à tela no desenvolvimento do cérebro.

Outros pontos apresentados pelo relatório:

  • Os adolescentes e jovens de 15 a 24 anos formam o grupo etário mais conectado. Em todo o mundo, 71% estão online em comparação com 48% da população total.
  • A juventude africana é a menos conectada, com cerca de 3 em cada 5 jovens offline, em comparação com apenas 1 em cada 25 na Europa.
  • Aproximadamente 56% de todos os websites estão em inglês e muitos meninos e meninas não conseguem encontrar conteúdo que eles entendam ou que seja culturalmente relevante.
  • Mais de 9 em 10 URLs de abuso sexual infantil identificados globalmente estão hospedados em cinco países: Canadá, Estados Unidos, França, Holanda e Rússia.

Somente uma ação coletiva - por parte de governos, setor privado, organizações que defendem os direitos da infância e adolescência, universidades, famílias e os próprios meninos e meninas - pode ajudar a assegurar a igualdade de oportunidades no espaço digital e tornar a internet mais segura e mais acessível para crianças e adolescentes, afirma o relatório do UNICEF.

Recomendações para atividades prioritárias

Recomendações práticas para ajudar a orientar uma formulação de políticas mais eficazes e práticas comerciais mais responsáveis para beneficiar crianças e adolescentes incluem:

  • Fornecer a todos os meninos e meninas acesso a recursos online de alta qualidade.
  • Proteger as crianças e os adolescentes de danos online - incluindo abuso, exploração, tráfico, cyberbullying e exposição a materiais inadequados.
  • Salvaguardar a privacidade e a identidade das crianças e dos adolescentes online.
  • Capacitar digitalmente crianças e adolescentes para mantê-los informados, engajados e seguros online.
  • Aproveitar o poder do setor privado para promover normas e práticas éticas que protejam e beneficiem as crianças e os adolescentes online.
  • Colocar as crianças e os adolescentes no centro da política digital.

"A internet foi concebida para adultos, mas é cada vez mais usada por crianças, adolescentes e jovens - e a tecnologia digital afeta cada vez mais a vida e o futuro deles. Sendo assim, as políticas, práticas e produtos digitais devem refletir melhor as necessidades, as perspectivas e as vozes das crianças e dos adolescentes", disse Lake.

Fontes:
- Notícia: Unicef Brasil - 11/12/2017
- Detalhes à direita: Unicef Portugal

 

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Situação Mundial da Infância 2017: Crianças e adolescentes em um mundo digital
O relatório anual destaca a divisão digital e explora os debates atuais sobre o impacto da internet e das redes sociais sobre a segurança e o bem-estar de meninas e meninos.
Informações adicionais:   Hotsite da pesquisa         //         Fonte: Unicef BR
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»   Situação Mundial da Infância 2017: As crianças num mundo digital   (em inglês)

Referências:   (links externos)
»   Caretas   (Facebook)
»   SaferNet Brasil   (helpline)
»   Situação Mundial da Infância 2017: As crianças num mundo digital
»   Unicef - Fundo das Nações Unidas para a Infância






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