12/08/2009 - CURITIBA - Técnicos discutem contaminação de chumbo no Vale do Ribeira

Data 12/08/2009 | Assunto: Institucional


Reunião de trabalho, promovida pelo MP-PR, pretende resultar em projeto de atuação conjunta

O Ministério Público do Paraná promoveu, na manhã desta quarta-feira (12), reunião de trabalho interinstitucional para discussão de ações e soluções para os problemas enfrentados por moradores de Adrianópolis que vivem nas regiões contaminadas por chumbo. Foi mais uma ação do projeto Ministério Público Social, iniciativa que busca agilizar e encaminhar as questões sociais nos municípios do Estado que apresentam baixo IDH. “A participação dos órgãos públicos estaduais e municipais nesta reunião significa a possibilidade concreta de o poder público do Estado do Paraná atender os melhores interesses das populações que vivem em espaços contaminados por chumbo e de o Ministério Público estar cumprindo com o seu papel fundamental de defensor da sociedade”, salientou o Procurador-Geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, na abertura do evento.

Participaram da reunião o Secretário de Estado do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, o Prefeito de Adrianópolis, João Manoel Pampanini, representantes das Secretarias de Estado da Agricultura e Abastecimento; de Desenvolvimento Urbano; do Trabalho, Emprego e Promoção Social; do IAP; da Eco Paraná; além de quatro Promotores de Justiça dos Centros de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção à Saúde Pública, ao Meio Ambiente, dos Direitos Constitucionais e das Comunidades.

Na ocasião, foi discutida a necessidade da intervenção das instituições públicas na problemática que envolve as comunidades da Vila Mota e da Vila Capelinha, ambas localizadas no município de Adrianópolis, onde há contaminação do solo por metais pesados, decorrente da exploração de chumbo feita pela empresa Plumbum do Brasil Ltda., conforme pesquisas e estudos feitos na região.

Dados do Departamento de Saúde Comunitária da UFPR apontam diferentes níveis de contaminação nos arredores das minas de chumbo. “O solo está contaminado, as pessoas estão contaminadas. Nós constatamos isso e não podemos ficar assistindo de camarote”, concluiu o professor doutor da UFPR, Guilherme Souza Cavalcanti de Albuquerque.

A Promotora de Justiça do CAOP de Proteção à Saúde Pública, Simone Maria Tavarnaro Pereira, disse que os problemas de saúde não estão isolados: “eles são a última manifestação de outros problemas enfrentados pelo município, como os da esfera ambiental, a falta de planejamento urbano, a necessidade de alternativas de geração de renda e de promoção social”, afirmou a Promotora.

Um relatório técnico elaborado pelo setor de Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde, com avaliações feitas na região, foi disponibilizado aos participantes e deverá embasar os próximos encaminhamentos no processo de mudança da realidade das comunidades contaminadas. Uma nova reunião deverá ser agendada para futuros encaminhamentos.


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